se um dia
19.5.13
19.4.13
há muito não escrevo um poema
para
revelar o que sinto
dizer, ao pousar a cabeça no seu ombro,
que sonho o infinito
lá não há dor, nem tormento
apenas sono profundo
hoje vi o dia amanhecer no seu quarto
olhei você dormindo
todas às vezes que o encontro sem hora e lugar
meu corpo estremece
tenho vontade de lhe abraçar
mas hesito
não sabendo o que dizer
escondo-me nas conversas alheias
porque uma insegurança se instala
como o amor cravado na pedra
dizer, ao pousar a cabeça no seu ombro,
que sonho o infinito
lá não há dor, nem tormento
apenas sono profundo
hoje vi o dia amanhecer no seu quarto
olhei você dormindo
todas às vezes que o encontro sem hora e lugar
meu corpo estremece
tenho vontade de lhe abraçar
mas hesito
não sabendo o que dizer
escondo-me nas conversas alheias
porque uma insegurança se instala
como o amor cravado na pedra
3.12.12
como nasce um poema*
Pela fresta da janela
atravessa um galho
enquanto você
sonha árvores
Sobre o seu corpo
calo o meu corpo
e na sua boca
deito a minha boca
Permita em seu sonho
que eu adentre inteira
como esta luz
que invade o quarto
*enquanto dormia,
a sombra das árvores
acariciava a parede branca
26.10.12
17.10.12
Caros amigos e leitores,
depois de 8 anos de escrita quase diária tirei temporariamente o Tempestade do ar. Ruptura necessária para renovar este espaço de publicação e começar a preparação do livro que deverá vir após a defesa da tese.
Por isso o acesso agora está restrito.
Muito obrigada por sempre.
Um beijo,
Glaura.
depois de 8 anos de escrita quase diária tirei temporariamente o Tempestade do ar. Ruptura necessária para renovar este espaço de publicação e começar a preparação do livro que deverá vir após a defesa da tese.
Por isso o acesso agora está restrito.
Muito obrigada por sempre.
Um beijo,
Glaura.
7.10.12
Sicília
olhos brilhantes
largo sorriso
um, dois, três
sempre morre um amigo
envolvida pelo Mediterrâneo
ilha que vê os homens agora chorarem
a tragédia de outros homens
cantam os poetas
luto e dor
luto e dor
(para a Brisa que hoje lembrou de um dia em que tudo era ainda o começo
e havia muita vida)
20.9.12
6.9.12
31.8.12
30.8.12
21.8.12
19.8.12
14.8.12
29.7.12
Adraga
Quantas promessas em frente ao mar?
Tantos pedidos ainda por fazer
A impossibilidade de amar apenas um
Embora, quando me possui em seu quarto,
Faço-me inteiramente sua
Apenas sua
Em frente ao mar das promessas
Vejo que em mim habita
Sentimentos capazes de mover meu espírito
E nesse mar gelado
Busco mais uma vez
O seu corpo sobre o meu
6.7.12
1.7.12
Saudação do Anjo
vejo ao longe um rio
que corre entre montanhas
duas mulheres e uma criança
o
vento abre minhas asas
com tal força
que me leva para um lugar distante
com tal força
que me leva para um lugar distante
não
posso voltar,
banhar nessas águas
e acariciar sua face
banhar nessas águas
e acariciar sua face
vou
de costas para o futuro
para lembrar dessa imagem
que o tempo tornará fragmento
para lembrar dessa imagem
que o tempo tornará fragmento
meus
grandes olhos
que sempre viram ruínas
agora veem a paisagem
que sempre viram ruínas
agora veem a paisagem
pintada
à mão
num prato
num prato
25.6.12
Na sua maneira de olhar por dentro
vejo embarcações
o sol iluminar a morte
como se houvesse luz nas trevas
Alguns não regressaram
do mergulho em águas turvas
o mar a roncar, a roncar
perturbando o sonho
Mas você, marinheiro,
voltou abraçado à noite
trazendo os peixes do mar
e uma flor para coroar Iemanjá
23.6.12
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