# para nica – a respeito do seu cotidiano americano-esquizofrênico
Quantas anas cabem dentro da banana…?
Alguns escritores, para suportar o cotidiano, riam de si mesmos adquirindo assim o hábito de uma escrita leve, entenda-se leveza. Isso seria um tipo de ironia refinada, desfrutada por alguns cuja vida muitas vezes era até dramática. O caso de Ferreira Botelho pode ser um bom exemplo.
Algum tempo depois vieram os surrealistas que viram pessoas em objetos, objetos em pessoas e criaram seres que não se metamorfosearam por completo.
Corpo de homem, cabeça de maçã:
o cotidiano substituindo a figura do centauro ou do minotauro.
Mas, aqui, não espere do “mito” o que o mito representa… E me pergunto se Teseu não se lembraria do ditado "one apple a day…”, devorando assim a suculenta e gigantesca cabeça verde de Magritte.
Outro dia, a respeito de Gogol, pensei no nariz a passear pelas ruas.
A função da hipérbole é causar estranhamento: alguém já viu um nariz gigante dando ordens por aí?
Para quem já sonhou ser um e-mail e a dificuldade de baixar um arquivo consistia numa azeitona entalada na garganta, isso de nariz me soa até muito realista.
Não há nada demais…, somente a transformação de brincadeiras e de estórias extraordinárias da infância – ou dessa nossa possibilidade de ver nas nuvens baianas, animais, almofadas, algodão – em algo mais insólito, transposto para um universo igualmente especial. A pedra contém a escultura mas o homem, para constatar, vai lá e dá umas lascadinhas…
Já outros pintam pássaros de pedra voando…
nem pedra, nem pássaro, é tinta sobre tela… o tal poema de que lhe falei.
*Os olhos ficando aguçados na leitura do episódio da banana…
Faço, então, uma inversão, nos moldes da literatura infantil:
a fome era tanta
que,
diante do risco da queixa,
a banana devorou a ana.
30.3.06
29.3.06
# lições de tradução #
os cus de judas
ou
le cul de judas
ou
der judas kuss
ou
de judas kus
ou
in culo al mondo
ou
sarutul lui iuda
ou
hinsides helvete
ou
de forrudda
ou
sjovernes odyssé
ou
hevonkuusessa
ou
south of nowhere…
como vê, quando não tem cu, tem judas, salvo erro de entendimento do sueco, norueguês, dinamarquês.
ando enferrujada.
em inglês, somente a idéia persiste.
isso é o que chamamos de tradução não-literal.
*resta ainda uma outra tradução, de língua eqüidistante:
“saduj ed suc so”. mas a publicação ainda não está prevista, por causa da alta do betelnut.
os cus de judas
ou
le cul de judas
ou
der judas kuss
ou
de judas kus
ou
in culo al mondo
ou
sarutul lui iuda
ou
hinsides helvete
ou
de forrudda
ou
sjovernes odyssé
ou
hevonkuusessa
ou
south of nowhere…
como vê, quando não tem cu, tem judas, salvo erro de entendimento do sueco, norueguês, dinamarquês.
ando enferrujada.
em inglês, somente a idéia persiste.
isso é o que chamamos de tradução não-literal.
*resta ainda uma outra tradução, de língua eqüidistante:
“saduj ed suc so”. mas a publicação ainda não está prevista, por causa da alta do betelnut.
27.3.06
11.3.06
# kein thema
meu pai sempre escreveu cartas.
um dia, comprou envelope, selo, papel de arroz.
num movimento com os punhos escreveu um poema.
endereçou para si mesmo e postou.
quer prova maior de solidão do que essa?
hoje,
para manter o hotmail ativo,
mando mensagens de outra conta para mim mesma e as respondo em seguida.
estranho movimento com os punhos.
quer prova de vidinha mais medíocre do que esta?
meu pai sempre escreveu cartas.
um dia, comprou envelope, selo, papel de arroz.
num movimento com os punhos escreveu um poema.
endereçou para si mesmo e postou.
quer prova maior de solidão do que essa?
hoje,
para manter o hotmail ativo,
mando mensagens de outra conta para mim mesma e as respondo em seguida.
estranho movimento com os punhos.
quer prova de vidinha mais medíocre do que esta?
26.2.06
tédio instalado
do lado de fora
uma chuva fina faz deslizar os carros
carnaval sem carnaval
pessoas conversam na calçada
o vigia apita
um homem vestido de polícia sorri para alguém
“o balancê, balancê…”
do lado de dentro
a cama desfeita, almofadas no chão
sobre a mesa: xícara de café, escultura de gueixa, luminária,
pequenos dicionários, um perfume a evaporar
estranha sobriedade
do lado de fora
uma chuva fina faz deslizar os carros
carnaval sem carnaval
pessoas conversam na calçada
o vigia apita
um homem vestido de polícia sorri para alguém
“o balancê, balancê…”
do lado de dentro
a cama desfeita, almofadas no chão
sobre a mesa: xícara de café, escultura de gueixa, luminária,
pequenos dicionários, um perfume a evaporar
estranha sobriedade
13.2.06
Querida A.R.,
sonhei novamente. Como nesses filmes Norte-americanos… você perseguia eu e a T. e nós corríamos. Muito.
Fugíamos de alguma lembrança?
Do momento… não tenho dúvida.
Do seu trágico destino, restam dores e o sentimento de culpa…
culpa, culpa, culpa…
como as veias pulsam e levam o líquido para o corpo.
Nem o sonho para tornar possível nosso encontro.
Temos medo do que vai dizer. Temos?
Como controlar essas imagens?!
Passaremos então a correr compulsivamente,
da sua dor, do telefonema e do PÁ!
Estamos assim… gente a vagar ruas… sem destino certo. Procurando ver os amigos que não nos querem ver. Não nos querem sentir. Não nos querem ouvir.
Tento pensar em coisas mais práticas. Arredar os móveis, varrer a casa, limpar os livros...
ah! os livros…
O jeito é ser objetivo, percebe?!… o jeito é ser objetivo e só chorar na solidão do banheiro, submersa em água quente, na piscina de plástico…
um salzinho grosso ajuda bem… alivia esse peso do cotidiano nas costas.
As gotas no corpo se misturam às gotas que caem do rosto e o rosto mergulha na água salgada na tentativa de afogar a memória… O cheiro de sangue quente a pingar do colchão, o furo no guarda-roupa e os objetos que se seguiram sem a sua presença.
A cidade continua a mesma.
Helena.
sonhei novamente. Como nesses filmes Norte-americanos… você perseguia eu e a T. e nós corríamos. Muito.
Fugíamos de alguma lembrança?
Do momento… não tenho dúvida.
Do seu trágico destino, restam dores e o sentimento de culpa…
culpa, culpa, culpa…
como as veias pulsam e levam o líquido para o corpo.
Nem o sonho para tornar possível nosso encontro.
Temos medo do que vai dizer. Temos?
Como controlar essas imagens?!
Passaremos então a correr compulsivamente,
da sua dor, do telefonema e do PÁ!
Estamos assim… gente a vagar ruas… sem destino certo. Procurando ver os amigos que não nos querem ver. Não nos querem sentir. Não nos querem ouvir.
Tento pensar em coisas mais práticas. Arredar os móveis, varrer a casa, limpar os livros...
ah! os livros…
O jeito é ser objetivo, percebe?!… o jeito é ser objetivo e só chorar na solidão do banheiro, submersa em água quente, na piscina de plástico…
um salzinho grosso ajuda bem… alivia esse peso do cotidiano nas costas.
As gotas no corpo se misturam às gotas que caem do rosto e o rosto mergulha na água salgada na tentativa de afogar a memória… O cheiro de sangue quente a pingar do colchão, o furo no guarda-roupa e os objetos que se seguiram sem a sua presença.
A cidade continua a mesma.
Helena.
1.2.06
topa gastar um din-din ali?!
esse deveria ser o lema de todos que se atrevem a sair de casa, atravessar a rua e...
um pulinho até a padaria : R$ 16,00…
*quatro pães : R$ 1,72?!!! *manteiga : R$ 2,90
*duas fatias de bolo : R$2,00...
querido, tenho trocado não... um pequeno habitante me olha,
entrecortado.
“nem fudeno que eu quero falá [de literatura]” …
“a vida tem saído muito cara, meu irmão”…
“tem que trabalhá, trabalhá, até o osso”…
“você me aguarde aí, bem sentadinha, que eu preciso ganhá um din-din ali”…
esse deveria ser o lema de todos que se atrevem a sair de casa, atravessar a rua e...
um pulinho até a padaria : R$ 16,00…
*quatro pães : R$ 1,72?!!! *manteiga : R$ 2,90
*duas fatias de bolo : R$2,00...
querido, tenho trocado não... um pequeno habitante me olha,
entrecortado.
“nem fudeno que eu quero falá [de literatura]” …
“a vida tem saído muito cara, meu irmão”…
“tem que trabalhá, trabalhá, até o osso”…
“você me aguarde aí, bem sentadinha, que eu preciso ganhá um din-din ali”…
15.1.06
12.1.06
27.12.05
Ava Gardner
22.12.05
scrapbook
2.12.05
EQUIPE
domingo

água, café:

pessoas

pessoas

pessoas

pessoas confabulando

um antropólogo:

le chat:

a mulher:

patrya yndya yracema do brasyl
a noite segue...

nós! os etnográficos:

os deuses devem estar loucos

3 da manhã


solar

segunda-feira...

JUPIRA!!!

foto de pessoas: carla maia
foto de copos, garrafas e pizzas: glaura c. vale
foto P&B: francilins castilho leal
ilustração: postal canadense

água, café:

pessoas

pessoas

pessoas

pessoas confabulando

um antropólogo:

le chat:

a mulher:

patrya yndya yracema do brasyl
a noite segue...

nós! os etnográficos:

os deuses devem estar loucos

3 da manhã


solar

segunda-feira...

JUPIRA!!!

foto de pessoas: carla maia
foto de copos, garrafas e pizzas: glaura c. vale
foto P&B: francilins castilho leal
ilustração: postal canadense
29.11.05
*PLIN! not found
o que teria acontecido com o dicção aleatória?
***
REGISTROS RECUPERADOS:
AGOSTO 20
para lembrar de helena
se olhar à sua volta perceberá elementos desta intenção de poesia
passará a mão pela mesa e sentirá uma poeirinha fina
descaso com os afazeres domésticos
no alto,
três prateleiras abarrotadas de livros
na mesinha ao lado
agenda de telefone, calculadora, CDs...
apostilas e a carta
que diz:
Querido Greco,
não estou mais em mim
agora só desejo pegar aquele avião
partir pra África
encontrar o amor que se perdeu na guerra
e que não voltou com os outros em 1975.
Cuide-se,
Helena.
AGOSTO 4
Queria postar um texto aqui...
Mas os dedos estão a sangrar.
JULHO 31
O dia em que conheci um escritor em NY
Entrei num café da East Village fugindo da chuva. Nunca havia estado ali antes. Fiquei deslumbrada. Observava tudo e todos. O mostrador de vidro e seus inúmeros produtos. Aquilo era quase uma instalação, só que aqui os objetos se movimentavam entre uma conta e outra,
nunca a mesma vitrine.
Sempre havia um cliente ansioso por um cubano ou um canivete quebra-galho. Admirava também os tecidos. As roupas oscilavam entre o vermelho, o marrom lavado e o bege.
No caixa, uma mulher solitária e seu avental cor de folha seca.
Era quase verão. Ventava muito. Pessoas entrando e saindo do café. Mesas lotadas. Tive que me contentar com o balcão: a cup of coffe, please!?.
Foi aí que o vi.
Um sorrisinho no canto da boca, denúncia de um certo nervosismo, olhar atravessado.
Pensei em timidez.
Não parecia estar animado para o lanche, alguma coisa havia acontecido com ele naquela tarde?
Sonorizava.
Cabelo grisalho. Blusa de lã preta, gola até o queixo. Casaco de couro no encosto da cadeira. Uma caderneta de telefone.
A minha vida estava se perdendo. Eu já acreditava no amor. Em que meu devaneio consistia?
Aquela talvez fosse a única hora para eu me aproximar e dizer: you are a...
Esqueci o café e passei para o copo de conhaque do senhor de blue jeans...
Num impulso,
a gente tinha tudo para dar certo.
Mandei bilhete? Entrei numa briga desgraçada com o garçom porque ele me disse que aquilo não era hábito da casa e eu tentei explicar que eu conhecia o John, fosse esse o nome dele. E que a gente sempre iniciava nossos encontros numa troca de bilhetes. Uma brincadeirinha de amigos apaixonados. O garçom disse lá que eu me enganara, aquele não era o John e eu deveria me conformar com isso. Mas como não era?!... Aquele que eu conheci há dias na Barnes & Noble?! Que conversei horas no trem... não era o Johnny?! Não, John ele não poderia ser, repetiu o garçom. Este dái é... e falou horas, explicou, re-explicou...
O garçom me convenceu a deixar a idéia do bilhete... não perturbaria um grande escritor da cidade... que levaria New Jersey para o topo do mercado editorial, seria o então mais traduzido do mundo... e ainda me disse que ele era excêntrico, várias mulheres insanas já haviam mandado bilhetes e que deixava de freqüentar os lugares por isso, blá blá blá...
Concordei... John não poderia ser mesmo escritor, e, pra ser franca, não se parecia com Paul Auster...
DITO POR NÃO DITO POR GLAURA
***
REGISTROS RECUPERADOS:
AGOSTO 20
para lembrar de helena
se olhar à sua volta perceberá elementos desta intenção de poesia
passará a mão pela mesa e sentirá uma poeirinha fina
descaso com os afazeres domésticos
no alto,
três prateleiras abarrotadas de livros
na mesinha ao lado
agenda de telefone, calculadora, CDs...
apostilas e a carta
que diz:
Querido Greco,
não estou mais em mim
agora só desejo pegar aquele avião
partir pra África
encontrar o amor que se perdeu na guerra
e que não voltou com os outros em 1975.
Cuide-se,
Helena.
AGOSTO 4
Queria postar um texto aqui...
Mas os dedos estão a sangrar.
JULHO 31
O dia em que conheci um escritor em NY
Entrei num café da East Village fugindo da chuva. Nunca havia estado ali antes. Fiquei deslumbrada. Observava tudo e todos. O mostrador de vidro e seus inúmeros produtos. Aquilo era quase uma instalação, só que aqui os objetos se movimentavam entre uma conta e outra,
nunca a mesma vitrine.
Sempre havia um cliente ansioso por um cubano ou um canivete quebra-galho. Admirava também os tecidos. As roupas oscilavam entre o vermelho, o marrom lavado e o bege.
No caixa, uma mulher solitária e seu avental cor de folha seca.
Era quase verão. Ventava muito. Pessoas entrando e saindo do café. Mesas lotadas. Tive que me contentar com o balcão: a cup of coffe, please!?.
Foi aí que o vi.
Um sorrisinho no canto da boca, denúncia de um certo nervosismo, olhar atravessado.
Pensei em timidez.
Não parecia estar animado para o lanche, alguma coisa havia acontecido com ele naquela tarde?
Sonorizava.
Cabelo grisalho. Blusa de lã preta, gola até o queixo. Casaco de couro no encosto da cadeira. Uma caderneta de telefone.
A minha vida estava se perdendo. Eu já acreditava no amor. Em que meu devaneio consistia?
Aquela talvez fosse a única hora para eu me aproximar e dizer: you are a...
Esqueci o café e passei para o copo de conhaque do senhor de blue jeans...
Num impulso,
a gente tinha tudo para dar certo.
Mandei bilhete? Entrei numa briga desgraçada com o garçom porque ele me disse que aquilo não era hábito da casa e eu tentei explicar que eu conhecia o John, fosse esse o nome dele. E que a gente sempre iniciava nossos encontros numa troca de bilhetes. Uma brincadeirinha de amigos apaixonados. O garçom disse lá que eu me enganara, aquele não era o John e eu deveria me conformar com isso. Mas como não era?!... Aquele que eu conheci há dias na Barnes & Noble?! Que conversei horas no trem... não era o Johnny?! Não, John ele não poderia ser, repetiu o garçom. Este dái é... e falou horas, explicou, re-explicou...
O garçom me convenceu a deixar a idéia do bilhete... não perturbaria um grande escritor da cidade... que levaria New Jersey para o topo do mercado editorial, seria o então mais traduzido do mundo... e ainda me disse que ele era excêntrico, várias mulheres insanas já haviam mandado bilhetes e que deixava de freqüentar os lugares por isso, blá blá blá...
Concordei... John não poderia ser mesmo escritor, e, pra ser franca, não se parecia com Paul Auster...
DITO POR NÃO DITO POR GLAURA
26.11.05
24.11.05
The problem is all inside your head, she said to me
The answer is easy if you take it logically
I’d like to help you in your struggle to be free
There must be fifty ways to leave your lover
She said it’s really not my habit to intrude
Furthermore, I hope my meaning won’t be lost or misconstrued
But I’ll repeat myself at the risk of being crude
There must be fifty ways to leave your lover
Fifty ways to leave your lover
Just slip out the back, jack
Make a new plan, stan
You don’t need to be coy, roy
Just get yourself free
Hop on the bus, gus
You don’t need to discuss much
Just drop off the key, lee
And get yourself free
She said it grieves me so to see you in such pain
I wish there was something I could do to make you smile again
I said I appreciate that and would you please explain
About the fifty ways
She said why don’t we both just sleep on it tonight
And I believe in the morning you’ll begin to see the light
And then she kissed me and I realized she probably was right
There must be fifty ways to leave your lover
Fifty ways to leave your lover
Just slip out the back, jack
Make a new plan, stan ...
*50 ways to leave your lover, by paul simon.
The answer is easy if you take it logically
I’d like to help you in your struggle to be free
There must be fifty ways to leave your lover
She said it’s really not my habit to intrude
Furthermore, I hope my meaning won’t be lost or misconstrued
But I’ll repeat myself at the risk of being crude
There must be fifty ways to leave your lover
Fifty ways to leave your lover
Just slip out the back, jack
Make a new plan, stan
You don’t need to be coy, roy
Just get yourself free
Hop on the bus, gus
You don’t need to discuss much
Just drop off the key, lee
And get yourself free
She said it grieves me so to see you in such pain
I wish there was something I could do to make you smile again
I said I appreciate that and would you please explain
About the fifty ways
She said why don’t we both just sleep on it tonight
And I believe in the morning you’ll begin to see the light
And then she kissed me and I realized she probably was right
There must be fifty ways to leave your lover
Fifty ways to leave your lover
Just slip out the back, jack
Make a new plan, stan ...
*50 ways to leave your lover, by paul simon.
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