1# da amizade (para a nica)
17.4.11
9.4.11
para o vizinho que me expulsa de casa...
eu também ouço música
e tento ler um livro.
vou ali caminhar...
a vida é maior
talvez o encontre no mundo
e faça uns versos.
eu também ouço música
e tento ler um livro.
vou ali caminhar...
a vida é maior
talvez o encontre no mundo
e faça uns versos.
7.4.11
belo horizonte-okazaki | para Toshihiko Yamamoto
I could see the flowers in your garden
Nature is beautiful but ruinous, we reckon
Nothing left then but the joy of sitting by these flowers
and thinking about the evenings when we eat, drink, chat and beam
looking at them.
Toshi, your country is also mine.
Stay well, be fine.
versão para o inglês Eassis e Ana Carvalho
6.4.11
2.4.11
30.3.11
27.3.11
24.3.11
22.3.11
20.3.11
16.3.11
15.3.11
12.3.11
Na cabeceira, O capital de Marx
O Aleph de Borges
O vermelho e o negro de Stendhal
A divina comédia de Dante
Mas o que impera é Do desejo de Hilda Hilst
Os livros são o mundo
Uma parcela de conforto
Nas noites sem fim
Em estado de vigília
Se o poeta insone é um apaixonado
Não há outra saída a não ser escrever
Para que os livros na cabeceira
Não possam morrer
O Aleph de Borges
O vermelho e o negro de Stendhal
A divina comédia de Dante
Mas o que impera é Do desejo de Hilda Hilst
Os livros são o mundo
Uma parcela de conforto
Nas noites sem fim
Em estado de vigília
Se o poeta insone é um apaixonado
Não há outra saída a não ser escrever
Para que os livros na cabeceira
Não possam morrer
8.3.11
Bloco do TchaTcha
Haverá salvação?
Debaixo de chuva
Nem os deuses puderam prever
Baco existe!
O deus da transgressão
Confetes e serpentinas
Diabinhas, diabólicas
Caciques e colombinas
Éramos muitos os mártires das ciências sociais
Viva Dionísio!
Diabinhas, diabólicas
Caciques e colombinas
Éramos muitos os mártires das ciências sociais
Viva Dionísio!
O Rafa TchaTcha
De cada dia
Dai-nos senhor
Abençoai nossa folia
bay Tcha Tcha!
5.3.11
3.3.11
1.3.11
26.2.11
23.2.11
autocromo #11 - carta 15
Recebi sua carta com satisfação
Os dias aqui estão muito quentes
A chuva vem para abrandar, mas dura pouco
Adorei a fotografia
O olhar fixo
De quem olha o presente
Gostei mesmo da fotografia
Nela percebo uma mulher
A mulher dos sonhos dele
Os dias aqui estão muito quentes
A chuva vem para abrandar, mas dura pouco
Adorei a fotografia
O olhar fixo
De quem olha o presente
Gostei mesmo da fotografia
Nela percebo uma mulher
A mulher dos sonhos dele
***
I've received your letter with satisfation
The days here are really hot
The rain came, but it didn't last much
I liked that picture
The stared eyes
Of someone who stares at the present
I've really liked that picture
There I recognize
The woman in his dreams
----
versão para o inglês: eassis
18.2.11
na parede branca escrevo
és pura
como a água que o rio recebe
levando para o mar
todo o encantamento
antes, deita sobre as margens
seus versos que ora navego
do amor que sonho revelar
a lembrança das noites quentes
buscando no céu o abrigo das estrelas
encobertas pela lua que brilha cheia
tantos livros para serem lidos
tantos chás que não fizemos
quantas plantas a casa ainda precisa?
és quente
como a cor da aurora
que toca o dia
e sua escrita
----
para ana martins
17.2.11
em frente ao mar
numa noite de chuva e triste
cantei um samba
pela beleza e alegria
que há em você
ana,
como todas as anas,
no nome também o seu inverso
como se não houvesse o outro lado
o avesso
queria que toda a dor se dissipasse
minha irmã querida
e que pudéssemos seguir
para sítios ainda não vistos
descobrindo o infinito que há nas coisas
vamos ana
e que tenhamos esperança
de um dia tudo encontrar
de não desperdiçar sorrisos
quando se quer chorar
segue ana
a sua fotografia
depois nos diz o que há nelas
perdoando a nossa ignorância
pois não se pode compreender tudo
e tudo saber
o que há em você
falta em mim
o que posso lhe dar
apenas uns versos
sem métrica
numa noite de chuva e triste
cantei um samba
pela beleza e alegria
que há em você
ana,
como todas as anas,
no nome também o seu inverso
como se não houvesse o outro lado
o avesso
queria que toda a dor se dissipasse
minha irmã querida
e que pudéssemos seguir
para sítios ainda não vistos
descobrindo o infinito que há nas coisas
vamos ana
e que tenhamos esperança
de um dia tudo encontrar
de não desperdiçar sorrisos
quando se quer chorar
segue ana
a sua fotografia
depois nos diz o que há nelas
perdoando a nossa ignorância
pois não se pode compreender tudo
e tudo saber
o que há em você
falta em mim
o que posso lhe dar
apenas uns versos
sem métrica
versos imperfeitos
----
para anica
----
para anica
16.2.11
15.2.11
autocromo #10 - por ana carvalho
acalma o coração
e os pensamentos
em dias de aflição
tudo dorme
só não dorme o seu nome
durma, meu bem, durma um sono tranquilo
que o amor não tarda
e você descobrirá o infinito
entre o amar e ser amado por alguém
***
e uma *canção de ninar* para o joaquim
acalma o coração
e os pensamentos
em dias de aflição
tudo dorme
só não dorme o seu nome
durma, meu bem, durma um sono tranquilo
que o amor não tarda
e você descobrirá o infinito
entre o amar e ser amado por alguém
***
Soothe your heart
my heart and your feelings
in these days of ancient distress
apart from your name
everything sleeps
Sleep, my little one, sleep a halcyon sleep
for this love won't be long
and you will find the infinity which lies
amidst loving and being loved
---
versão para o inglês: eassis
14.2.11
13.2.11
autocromo #8
ana e maria
queria escrever uma carta para vocês duas
para expressar a minha angústia
meu desejo de companhia
na minha carta,
além de um punhado de açúcar,
postaria o amor que sinto
por seus escritos e fotografias
um beijo
glaura
autochrome #8
ana and maria
I'd like to write you both a letter
to convey my distress
longing for company...
in this letter,
beside a pinch of sugar,
I would post the love I feel
for your writings and pictures.
kisses,
glaura
---
versão para o inglês: eassis
9.2.11
7.2.11
2.2.11
1.2.11
31.1.11
Todas as vezes que o vejo aflito
Uma parte de mim se entristece
Tão sozinho num quarto escuro
Pensando a vida nos olhos dela
Do amor perdido, mas não esquecido
Resta então um sorriso
Assim todos os corpos passeiam no infinito
E quando a noite cair inteira
Busca, meu bem, uma estrela
A esperança de um abrigo
Uma parte de mim se entristece
Tão sozinho num quarto escuro
Pensando a vida nos olhos dela
Do amor perdido, mas não esquecido
Resta então um sorriso
Assim todos os corpos passeiam no infinito
E quando a noite cair inteira
Busca, meu bem, uma estrela
A esperança de um abrigo
29.1.11
28.1.11
Hipocondria
a garganta coçando
o ar faltando
o rosto parecendo um enxame
é estranho pensar que vai morrer
justo quando
a garganta coça
o ar falta
e o rosto parece um enxame
o calor é tanto que a gente delira
já não se sabe os sintomas de uma intoxicação
o mundo começa a derreter
o que se espera é uma brisa
ou se refrescar no mar
o ar faltando
o rosto parecendo um enxame
é estranho pensar que vai morrer
justo quando
a garganta coça
o ar falta
e o rosto parece um enxame
o calor é tanto que a gente delira
já não se sabe os sintomas de uma intoxicação
o mundo começa a derreter
o que se espera é uma brisa
ou se refrescar no mar
27.1.11
26.1.11
Ponta de Lança #2
O sertão que meu coração habita é por natureza
Antropofágico
É pra lá que eu quero ir um dia
Entre os vales de mar e pedra
Terra de sol, terra salgada
Quando caminhar por uma trilha e encontrar uma vereda
Molharei os pés na água e cruzando os dedos
Hei-de amar um poeta
um grande lagarto verde,
com olhos de pedra e água
Do lado de cá
O sertão é ave rara, olhos de diamante
Assim como os dos poetas
A devorarem parte da alma
um atropelo de sinos processionais
no silêncio
lá fora tudo volta
à espetaculosa tranquilidade de Minas
24.1.11
Ponta de Lança #1
Em outubro de 1954 morre Oswald de Andrade
Passados mais de meio século, alguns ainda buscam o que seja um movimento de arte revolucionária
Um ideário estético engajado
Poetas desconfiados de si mesmos, insatisfeitos (Mário)
Há poeta satisfeito?
Passados mais de meio século, leio cartas dos modernistas aos seus companheiros
Na mesa o perfume Tarsila
Presente de 12 anos para minha sobrinha
Era para ir junto uma carta, um livro com gravuras, uma poesia
A tentativa de restituir um tempo que nem eu mesma vivi
Tarsila é um perfume cítrico
Já Oswald reivindica na estante a não dependência da Europa européia
Da qual "nada podemos esperar"
A atenção voltada à América Latina
Que nos deu Neruda e Guillen
Hoje simplesmente flertamos
Em outubro de 1954 morre Oswald de Andrade
Passados mais de meio século, alguns ainda buscam o que seja um movimento de arte revolucionária
Um ideário estético engajado
Poetas desconfiados de si mesmos, insatisfeitos (Mário)
Há poeta satisfeito?
Passados mais de meio século, leio cartas dos modernistas aos seus companheiros
Na mesa o perfume Tarsila
Presente de 12 anos para minha sobrinha
Era para ir junto uma carta, um livro com gravuras, uma poesia
A tentativa de restituir um tempo que nem eu mesma vivi
Tarsila é um perfume cítrico
Já Oswald reivindica na estante a não dependência da Europa européia
Da qual "nada podemos esperar"
A atenção voltada à América Latina
Que nos deu Neruda e Guillen
Hoje simplesmente flertamos
Seja qual for o continente, a ética ou estética
E não nos abismamos
Todo o mundo é que nos devora
E não nos abismamos
Todo o mundo é que nos devora
Seu passado, o meu
O frescor das laranjeiras
O frescor das laranjeiras
23.1.11
21.1.11
19.1.11
busquei o amor e encontrei o mar
e o coração bateu como da primeira vez
há quem um dia compreenderá este sentimento
há quem leia Llansol e não encontre Pessoa
há quem pense que amar é fugir de si mesmo
há quem deseje simplesmente um lugar entre as montanhas
onde possa voltar
seu sorriso pela manhã é imensurável
meu corpo inteiro procura o seu todos os dias
mas você é ave rara
que voa sem destino
cortando o infinito
8.1.11
3.1.11
os poemas encontram um nome
que meu corpo e alma possui
e dentro de mim transforma
sentimentos jamais compreendidos?
diz, você,
que tudo controla e conduz,
sobre meus pulsos envolvidos pelas suas mãos
sobre meus dedos a tocarem sua face lânguida
venha abrir a porta
e sentir o hálito da manhã
o vento a sussurrar palavras de amor
acariciando a pele
deita sobre mim nesta noite
tome o meu corpo como seu
hoje e sempre
buscando o sorriso rompendo a madrugada
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